sábado, 10 de dezembro de 2011

Alternativo, e genuinamente goiano!

matéria resultado de um bate papo com o jornalista e produtor cultural Pablo Kossa

Por Janaína Viana


Engana-se quem pensa que a forte tradição sertaneja enfraquece os demais segmentos da capital goiana. Em entrevista para os integrantes de blog, o jornalista e produtor cultural Pablo Kossa, fala um pouco sobre sua vida profissional e pessoal, e conta como o perfil alternativo vem ganhando espaço e autonomia na cidade de Goiânia.
Nascido nos anos 80, Kossa conta como a influencia da família foi importante para constituir seu perfil de personalidade, na juventude foi ativista em movimentos estudantis e ainda hoje carrega marcas ideológicas destes processos. Nostalgicamente, ele nos conta como sentiu na pele a caminhada pela qual passam as bandas entusiasta do rock alternativo em Goiânia: "Já tive duas, três bandas.. mas infelizmente não sobrevivemos". Sem contar com muito espaço e apoio governamental, muitas outras bandas também se perdem no caminho.. Uma perda lamentável não apenas pelos músicos/artistas, mas também grande público alternativo goiano. A grande diferencia é que Pablo não fez dessa falta de apoio uma justificativa para o fracasso de reconhecimento, pelo contrário, estimulado pelo péssimo cenário e munido de boas perspectivas para o futuro, em 2002 temos a 1º edição do Vaca Amarela, Kossa não esconde o vaidade da iniciativa, mas é inegável sua tendencia benfeitora para a construção do bem-coletivo. Publico assíduo, ele assistiu de perto nascer e se fortalecer grandes festivais referencias do cenário alternativo goiano, nos conta: "Quando mais jovem já era publico de festivais, estive nas primeiras edições do Goiânia Noise, e do Bananada.. mas a minha banda não tinha espaço, então pensei que a saída era começar a produzir meus próprios shows, e assim nasce o Vaca Amarela".

Um dos pontos interessante onde chegamos no bate-papo com Kossa é a aceitabilidade que o ambiente alternativo promove, acolhendo a diversidade de perfis e comportamentos.. E esse publico já é bastante expressivo, ainda que muita gente não acompanhe, Goiânia é o nicho de muitas opções alternativas para quem quer fugir do tradicional sertanejo, vamos do Blues nas segundas no Goiânia Ouro ao chorrinho das noites de sexta-feira na Av. Goiás. Nos finais de semana a programação é garantida, os festivais e pequenas temporada não param de acontecer, centros culturais como o Martin Cererê e o já citado Gyn Ouro, além do muitos bares e boates direcionados a esses público, mantém suas portas abertas para receber essa galera. E Kossa dá a bronca, "Só não fica por dentro quem não quer!" O Piqui Alternativo quebra o galho e deixa alguns links no p.s. da matéria.

E acompanhando o crescimento dessa tão deseja autonomia da vertente alternativa, amadurece também os músicos/artistas que se promovem neste perfil. Está comprovada a competência e o talento de muita galera vindo aí. Bandas jovens que procuram espaço para ''darem seu show'', literalmente. Kossa acredita nesse potencial genuinamente goiano e sita bandas de destaque como a galera do Space Truck , Gloom dentre outros que também fazem um som responsa..
Nosso simpático entrevistado além de jornalista e apresentador do programa Papo Cabeça, na rádio referencia do segmento alternativo, a rádio Interativa, atua também como produtor cultural no coletivo Fósforo Cultural, fazendo movimentar e promover o circuito alternativo goianiense, com show, festivais e até mesmo baladas periódicas..

Para finalizar, nós, alternativos e genuinamente goianos(!) agradecemos por iniciativas como estas, e vamos fazendo a nossa parte: valorizar e marcar presença no cenário alternativo regional. E é isso aí, galera!




Matéria: Janaína Viana
Entrevista: Janaína Viana e Cris Sousa

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011



E nossa Causa ja entrou até em TCC . CONFIRA!





TCC Documentário, feito pelos alunos da PUC Goiás Rafael, Erick e Humberto, com edição e arte de Thiago Thesari.
O documentário questiona a rotulação de Goiânia como capital do sertanejo. Este filme busca mostrar a divergência musical que existe na cidade e o cenário do rock alternativo. Através dos estabelecimentos ligados ao rock e dos diversos festivais que mostra uma nova identidade da capital.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A moda sai de moda, mas o estilo fica.


O estilo alternativo surgiu de repente no cenário da moda e por isso mesmo tornou-se comum o impacto causado por ele quando visto nas ruas ou passarelas. Pois, querendo ou não, sua influência é grande. Principalmente, sobre a maioria dos jovens antenados sobre tendências e estilo. Mais do que uma “modinha passageira”, o estilo alternativo diz muito sobre a personalidade de quem a ele adere.

A moda alternativa é voltada para um público sem pudores que não está de olho no pop ou no que é tendência do momento. De momentâneo o estilo alternativo não tem nada. E é por isso, que ele é conhecido por ser uma mistura de praticamente tudo (estampas, cortes, etc.) em um único lugar. Ou seja, o estilo alternativo faz parte da vida de quem o escolhe ou por ele é escolhido.

Engana-se quem pensa que este estilo não possui seu espaço na mídia, pois cada vez mais uma grande quantidade de estilistas famosos, como Alexander McQueen, vem apostando em coleções voltadas para atender este público. A moda alternativa é vasta e vai desde o pin-up, retrô até o roqueiro, por exemplo. Como diria Coco Chanel: “A moda sai de moda, o estilo jamais”.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Ao contrário do que todo o restante do Brasil pensa, Goiânia tem uma das cenas indepedentes mais fortes no país. Chamada como Goiânia Rock City pelos frequentadores goianos, a cidade possui várias opções semanais, praticamente diárias, de eventos e locais onde estejam tocando um rock. Nesse final de semana, 2 e 3 de dezembro, está acontecendo o Goiânia Noise Festival, o maior festival de rock independente do Brasil. O festival completa esse ano a 17º edição e conta com 36 bandas, sendo 33 brasileiras que passam dos novatos e promessa goiana, o Hellbenders, até um dos mais experientes como o Gerson King Combo. Esse ano o festival também conta com 3 bandas estrangeiras, BigBang, da Noruega, The BellRays e Delinquent Habits, dos EUA. Na noite dessa última sexta, dia 2, foi dada a largada a maratona musical, onde 17 bandas demonstraram suas produções. Baseado na empolgação da galera, a atração da noite foi a banda brasiliense, Raimundos. Como destaques apresentaram os noruegueses do BigBang, e os americanos do BellRays e Delinquent Habits, além das goianas Hellbenders e Space Truck e das paulistas Haxixins e Cidadão Instigado. Nessa edição, os organizadores trouxeram o Museu dos Monstros, com seus bonecos muito bem elaborados, levando um ar sombrio para as noites do evento. Como Mestre de Cerimônia do dia 3, Gil Brother, o Away de Petropólis, vem para apresentar as bandas, animar a galera e barbarizar a galerinha "leite com pêra". O evento contêm uma praça de alimentação própria com uma diversidade de comida, indo da brasileira tapioca, passando pelas massas italianas e chegando até no yakisoba chinês. Conta com bares bem distribuídos pela área do festival, conseguindo assim atingir uma grande quantidade de pessoas.

Muitas vezes gestos falam mais que palavras...